terça-feira, 18 de março de 2014

A Tarde-Que-Poderia-Ser-Ignóbil

Talvez a tarde se tivesse revelado ignóbil não fosse ter-me dirigido ao edifício de envergadura tal que até contém a biblioteca municipal.

Passei os vidros que lhe serve de parede e ascendi em elevador à cafetaria. Não tomando nada, desci pelas escadas brancas ao patamar dos livros. Aí descolei do seu lugar um livro pequeníssimo de Eugénio de Andrade. Uma edição bonita e atractiva que só falava de gatos. Não foi uma revelação que inspirasse muito. Soube bem mas faltava-lhe qualquer coisa.

Mais tarde caminhei encharcado de ideias para casa. Passei o resto da tarde-que-poderia-ser-ignóbil a fabricar um livro de artista de edição única.

Anseio por mais artilharia poética.

Uma boa tarde. Passem bem.




sábado, 8 de março de 2014

Carnelevare

Foi um Carnaval de arromba. Um dos melhores Carnavais que já experimentei até hoje, senão o melhor.

Saí com o meu grupo de percussão pelas ruas da cidade. De bar em bar. Nós tocávamos o samba. Em troca os proprietários dos estabelecimentos nocturnos davam-nos cerveja. Um pagamento justo para um Carnaval.

Nos dois primeiros dias incarnámos faunos e ninfas. No terceiro dia cada um vestiu uma máscara de tema livre. Eu levei a minha indumentária de algo semelhante a um monge Zen. E foram performances tão poderosas que até houve fogo.

Para o ano que seja ainda melhor!


Foto: João Craveira Silva.

Gripe Pós Carnaval

Chá verde com limão. Chá pu erh com limão. E paracetamol. Alguns sinais de recuperação.