quinta-feira, 19 de junho de 2014

"Tens que Acreditar": Uma Forma de Placebo.

No mundo da prática espiritual ouve-se muitas vezes a expressão "tens que acreditar". Principalmente quando se tenta convencer pessoas curiosas a enveredar por novas vertentes que nunca experimentaram. Mas para mim essa expressão não passa de uma forma de placebo.

Quando tomamos um placebo somos levados a acreditar que nele se contém uma cura. A nossa mente fica tão convicta nisso que alguns sintomas de doença passam imediatamente. Mas convém perceber que um placebo é uma ilusão. Promete um efeito que não contém. Então podemos perceber que a expressão "tens que acreditar" pode levar-nos a uma mentira. Se por um lado acreditamos muito na prática que nos oferecem, então o resultado poderá ser positivo. Se não acreditamos minimamente, poderá não existir resultado nenhum. O problema é que nem uma condição nem outra pode provar a funcionalidade e a vericidade dessa prática.

Tomemos como exemplo a seguinte situação: Alguém nos diz que ficar vinte minutos com as mãos na parede cura a dor de cabeça. Independentemente da nossa crença, não existem provas que isto seja um método 100% eficaz. Pois se o fosse, acreditar muito ou não acreditar nada seria irrelevante: A dor de cabeça passava na mesma.

Além disso existe a ideia de separação ou de selecção. Se uma prática espiritual só funciona para quem acredita nela então podemos assumir que só alguns é que têm o direito de receber os seus resultados. O que a torna numa prática dúbia. Se funcionasse a sério todos poderiam beneficiar dela sem excepção.

É por isso que eu tenho a minha desconfiança quando me dizem "tens que acreditar".

domingo, 15 de junho de 2014

InTransit.

Aconselho vivamente esta peça, de influência Steampunk, pela companhia itinerante Teatro do Mar. Uma interessantíssima obra com uma banda sonora soberba.


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ébrio, Uma Canção.

Sábio, salteadores de estradas, todos regressam ao pó.
Para quê tanta tristeza, tanto queixume?
Estamos vivos, vamos beber umas taças de vinho.

- Do poema "Ébrio, Uma Canção".
Du Fu, 杜甫.
754. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014